Artigo originalmente escrito para o jornal
"O Peregrino" de Ribeirão Preto em 2004
A língua transĝenica
Muito se tem falado a respeito dos trangênicos, mas na realidade pouco se sabe sobre eles. É um tema novo geralmente não visto com bons olhos. Mas existe uma espécie de transgênico que já está no ‘mercado’ há muito mais tempo que a soja ilegal e pode ser utilizado sem restrições – A língua Esperanto.
O Esperanto foi desenvolvido pelo oftalmologista (geneticista?) Lazaro L. Zamenhof que sem o apoio de multinacionais melhorou os códigos genéticos de várias línguas e chegou a esta espécie avançada.
Mas, e os estudos de impactos ambientais? - perguntam temerosos os conservadores – Sim, eles vem sendo observados há quase 150 anos e se mostraram muito positivos, promovendo a comunicação perfeita encontros de pessoas de todos os cantos do globo.
As sementes do Esperanto não são estéreis, mas sim ótimas reprodutoras, pois como explicar o fenômeno de que há 150 anos atrás era falada por um só homem, e hoje é usada por milhões de pessoas no mundo todo – Sem nenhuma medida provisória emitida pelo governo.
Nem tudo é perfeito e foram detectadas algumas alergias. Sim, pois os latifundiários, cultivadores de línguas dominantes geralmente tem alergia ao Esperanto, pois o vêem como uma ameaça as suas plantações, geralmente de monoculturas.
O cultivo do Esperanto é muito fácil, dando retorno muito mais rápido do que as línguas não-transgênicas. Até 40 vezes mais rápido. Se regada todo dia, em 6 meses já se pode ter uma boa safra.
O pólen do Esperanto voa mais fácil no vento, você pode até pegar uma carona nele sem medo, pois quaisquer que seja seu destino, certamente você encontrará amigos que também cultivam a mesma semente.
Diferentemente de outras espécies, pelas quais se cobra muito dinheiro para ensinar como usa-las, a semente do Esperanto é geralmente oferecida gratuitamente, você não precisará fazer enormes empréstimos rurais para cultivá-la.
Na plantação do Esperanto, pode-se coabitar diversas espécies que podem ser originárias de diversos países, pois no terreno do Esperanto, todas as elas se adaptam perfeitamente, tornando-se uma espécie original, onde quer que se plante.
Os cultivadores do Esperanto lutam por aquela reforma, pois também não tem terreno suficiente para o cultivo.
Eles não usam herbicidas nem pesticidas, mas a regam com muita dedicação desejando que assim, um dia o Esperanto possa matar a fome de muitos. A fome de igualdade, respeito e união.
Rogener Pavinski (2004)